4.28.2011

Ó Sótôr, Engraxe-me Lá Aqui Os Sapatos, Sótôr...



pois minhas caras sótôras e meus caros sótôres, acabei de ouvir o sótôr engenheiro sócrates, o nosso estimadíssimo e alternadíssimo ex-primeiro, a dizer que nunca em portugal se formaram tantos sótôres como quando sua excelentíssima e alternadíssima pessoa esteve no poder [talvez no caso dele se devesse chamar não-poder, mas isso fica para outro dia que, hoje, ainda é muito cedo]! belo, belo! parece-me excelente que assim seja. um sótôr vira a esquina e dá logo de caras com outro sótôr. qual vira a esquina?! sai de casa! e pimbas, eis outro sótôr! belo, belo! vão ambos tomar café e pedem ao sótôr que os serve dois cafézinhos e dois copos de água, sacam o jornalinho e vão procurar emprego. partilham o pasquim, pois claro, que isto de ordenados de sótôres no desemprego não dá para mais, e alegremente vão procurando um trabalhito. provavelmente, um acaba a virar hamburgers no mickey d's e outro a foder o pessoal que se atrasou meio minuto a pagar o parquímetro.

mas não desesperem! diz que um cheeseburguer servido por um astro-físico... ui, ui! é daqui!

4.25.2011

Association Is Funny



na televisão tocava o "slave to love" do bryan ferry. lembrei-me do verão em que isto se ouvia rádio. tive a distinta sensação de um fim de dia de praia, e do regresso a lisboa no carro da minha tia, com os meus primos e os úlimos raios de sol, e o último ar quente, que entrar pela janela.
comentaste se a minha tia me teria dito que era a música perfeia para seduzir mulheres, eu tinha alguns sete anos à altura, não me parece que o tenha feito. mas respondi-te que acho que o senti intuitivamente. sim. tive essa certeza assim que te o disse e aparece-me este "jack london" à frente. achei extraordinário.

o teu computador respondeu à nossa conversa.

4.05.2011

It Reads Strike, Not Pet!


i don't get these half-assed "it's-the-same-as-going-to-the-doctor's-but-all-on-the-same-day", "please-sir-may-i-be-excused-for-a-couple-of-hours" so called strikes. strikes should hurt where they must. if they needs must happen, they're not supposed to be this lambish thing where no one really actually gets affected by them. where bosses just get some unemployed bastard to go do the striker's job for the day. or some other company to cover for the lack in their's services: business as usual. no harm no foul.
we oughta have strikes like back in the first half of the XXth century! picket-liningi, scab-bashing, cop-bashing, "it's-do-or-die-and-i-paid-for-the-coffin-already", "we-ain't-about-to-go-nowheres" type of thing!
no candy-assing about. dirty stuff, ugly stuff, "litle-johnny-yer-pop-ain't-ever-comin'-back" stuff!
sticks, bricks, stones, chains, men in soho caps, fedoras and dirty dungarees and overalls get back what's due.
soot, sweat and blood covered streets and The Man afraid for its welfare and the safety of its precious possessions!
we oughta have strikers that stroke!
not boss-endulging pussies...